O serralheiro (Primeiro domingo de Advento)...
Há pouco tempo um serralheiro abriu a sua oficina bem na frente do prédio onde eu moro; tenho ainda dificuldade em me acostumar com o barulho que ele provoca. Pois, agora que estou escutando nitidamente até os passarinhos gorjeando felizes, confesso que essa serra que ele usa, esse batuque do martelo e da solda me incomoda bastante. Às vezes tenho que fechar a janela, e com este calor não é nada fácil...
Hoje é dia santo, é domingo, e o serralheiro está lá na sua oficina trabalhando com grande vontade desde cedo.
Choveu, voltou o sol, chegou meio dia, ele continuou imperturbável na sua obra. Fiquei curiosa e olhei da janela para ver o ofício dele... Está forjando grades para janelas, acho que têm já três prontas; ele as colocou de pé e as rodeia com a solda para fixar as barras de ferro que mediu com absoluta precisão.
O indivíduo, que está tão ocupado no serviço é admirável, ele não pára um só momento, trabalha com calma, agilidade e precisão. Acho que ele não seja muito jovem, para ter tanta emergia, não o vi ainda de perto, mas também, nem tão velho. Fico me perguntando se há tanta necessidade assim para trabalhar tanto. Hoje também? Deve ter bastante encomendas urgentes, será?
Acho que na hora que sairei do prédio, para ir à Igreja para assistir à celebração da Santa Missa, vou mesmo checar este fato... Irei lá, curiosa para falar com ele... Será que vou ser tão enxerida? Mas Santo Deus, hoje é dia de descanso... Pois até Deus descansou no sétimo dia, e os vizinhos teriam os mesmo direito de descansar os ouvidos!...
Há pouco tempo um serralheiro abriu a sua oficina bem na frente do prédio onde eu moro; tenho ainda dificuldade em me acostumar com o barulho que ele provoca. Pois, agora que estou escutando nitidamente até os passarinhos gorjeando felizes, confesso que essa serra que ele usa, esse batuque do martelo e da solda me incomoda bastante. Às vezes tenho que fechar a janela, e com este calor não é nada fácil...
Hoje é dia santo, é domingo, e o serralheiro está lá na sua oficina trabalhando com grande vontade desde cedo.
Choveu, voltou o sol, chegou meio dia, ele continuou imperturbável na sua obra. Fiquei curiosa e olhei da janela para ver o ofício dele... Está forjando grades para janelas, acho que têm já três prontas; ele as colocou de pé e as rodeia com a solda para fixar as barras de ferro que mediu com absoluta precisão.
O indivíduo, que está tão ocupado no serviço é admirável, ele não pára um só momento, trabalha com calma, agilidade e precisão. Acho que ele não seja muito jovem, para ter tanta emergia, não o vi ainda de perto, mas também, nem tão velho. Fico me perguntando se há tanta necessidade assim para trabalhar tanto. Hoje também? Deve ter bastante encomendas urgentes, será?
Acho que na hora que sairei do prédio, para ir à Igreja para assistir à celebração da Santa Missa, vou mesmo checar este fato... Irei lá, curiosa para falar com ele... Será que vou ser tão enxerida? Mas Santo Deus, hoje é dia de descanso... Pois até Deus descansou no sétimo dia, e os vizinhos teriam os mesmo direito de descansar os ouvidos!...
... E fui lá mesmo, com minha cara de pau, falei:
- Boa tarde! Desculpe-me a curiosidade, mas o senhor é incansável, não
parou um só momento... Eu até escrevi um texto falando do senhor, agora
mesmo... Eu gosto de escrever...
Ele subiu os óculos e com um sorriso
respondeu:
- Tenho muito serviço e tenho que aproveitar, então que tenho boa saúde
e disposição...
- Sabe que o senhor pode incomodar com o barulho? Pois, o senhor tem sorte que no prédio não tem
ninguém doente, mas as pessoas podem reclamar, hoje é domingo dia de descanso,
dia de agradecer a Deus e rezar...
- E ele:
- Sim eu sei. Já rezei, mas preciso aproveitar o tempo e trabalhar...
O papo não foi mais longe
porque eu já estava atrasada, mas ele fez questão de me passar o seu cartão de
visita e de perguntar por meu nome, e continuou:
- No próximo domingo, irei à Missa com a senhora...
.... Quando voltei depois de mais uma hora ele estava ainda lá
terminando o serviço.
Eu passei de novo na frente da oficina e entreguei para ele o folheto da
Missa dizendo:
- Trouxe para o senhor ler a noite... Tenha um bom descanso!
- Ele...
- Como a senhora se chama mesmo?
- Elisa, respondi!
- Ah! Não esquecerei... Boa noite, obrigado!
Elisa
Alderani – dia 1º dezembro 2013
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