domingo, 30 de outubro de 2016

O POTE

Há dias que sou um pote vazio.
Tenho rachaduras antigas,
e dentro delas não passa a luz.
Tenho cor indefinida.
Sou um pote esquecido,
feio, com cheiro de mofo.
Sem uso, sem memória.

Despedaço-me  em mil cacos.
Depois me refaço.
Clamo para Luz de minha alma,
ela refaz minha cor.
Ela escuta minha voz.
Coloca em mim o brilho do amor.

Brota a esperança,
segue a mudança...
Releio minha história.
Páginas de tristezas...
Agora, ondas de gloria.



Elisa Alderani

 Publicada na Antologia "LETRAS ATUAIS" Neida Rocha

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